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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

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E.F.A. E O USO DE MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL
E.F.A. E O USO DE MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Manoel Francisco Moreira abordou temática correlacionando Brasil e Canadá

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2018-06-26 às 00:27:51) A entrevista desta segunda-feira foi com Manoel Francisco Moreira, que ao lado de Gilson Almeida, que reside em Reserva, é sócio da Engenheiros Florestais Associados. Na temática, comentou de sua viagem ao Canadá, na Província de Nova Escócia, na região de Cape Breton, localizada numa ilha na Costa Atlântica do país, aonde não fora a trabalho, “mas a gente não deixa de observar as coisas que se referem às nossas atividades”.

A principal observação trazida de lá, um país também papeleiro, foi o uso da madeira em lugar da alvenaria, para a construção civil, a exemplo de casas. No local onde pode verificar, todas as casas são assim, sendo de alvenaria apenas a parte sanitária, como banheiros. O fato de serem de dois a três pisos todo em madeira também o chamou muita a atenção. Na igreja onde foi com a família, toda em madeira.

“Eu vi casas cuja parede externa era tabuinha lascada. Os novos que estão nos assistindo nem sabem o que é tabuinha lascada, por ser coisa do passado, no tempo que a araucária era a matéria prima da madeira cerrada”, exemplificando um formato 20 cm x 10 cm que era aqui no Brasil usada como telhado. “Lá eles fazem a parede neste formato”. Outra observação foram os brinquedos em parquinhos infantis, onde as partes planas eram totalmente em madeira, sendo as curvaturas em plástico até para se evitar acidentes com possíveis farpas. Ao fazerem a visita ao porto, para se ter acesso às proximidades para se conhecer um navio de passageiros, este era também de madeira, e tratada: “Todas as madeiras externas são tratadas” em todas as situações aqui já colocadas. “Aqui no Brasil a madeira tratada ainda é um tabu”.

Comentando sobre as casas mais populares do Brasil, em madeira, e que são frias, fora citada pelo Oberekando como um dos fatores, as frestas. Neste momento Moreira deu a razão do porque são frias, que seriam má construídas, neste caso.

No entendimento dele, a indústria madeireira brasileira precisa urgentemente se unir e procurar meios, estudar e fazer alguma coisa para que a madeira se torne uma matéria prima: “A construção em madeira é muito mais amigável do ponto de vista ambiental do que a casa construída em alvenaria”. O resíduo que se sobra entre as duas já sabe-se que no Brasil é escandaloso o que se vai fora em alvenaria, enquanto que se fosse “de madeira e modular, como já se constrói aqui, não se gera um dedal de lixo”.

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Manoel, ao ser perguntado se os EFA podem auxiliar não só no correto segmento a ser tomado de uma produção madeireira, como assessorar na implantação da indústria da madeira para que essa faça peças bem dimensionadas para construções bem feitas, assim respondeu: “A indústria da construção se ressente desta falta de exatidão, precisão, da indústria madeireira, e isto é também uma razão para que haja uma rejeição da madeira como matéria prima da construção”.

Um fator comentado pelo Oberekando fora a diferença de temperatura entre Brasil e Canadá quanto à perigo de incêndios aqui na Terra Brasílis, mas o engenheiro argumentou que neste país gélido, ainda assim, se usa ladeira em casa de madeira, deduzindo que tudo vai da tecnologia aplicada, e que da mesma forma pode se dar no Brasil.

Dos incêndios acontecidos em casa de madeira, ele rememora que isto infelizmente se dá também em de alvenaria, citando por exemplo, alguns desajustes, e no caso de uma sequência de casas, muitas vezes o descuido com velas acesas e que caem, ou instalações elétricas irregulares: “Então a madeira não é a vilã!”. A madeira, informou ele, entra em colapso após 600 graus centígrados e o ferro amolece com um pouco mais de 300.

A decorrência do famoso cupim foi lembrada por ele, como jamais usar a madeira sem primeiro tratá-la, quando a construção é no Brasil. Isto pode ser sanado com tratamento em autoclave.

 

ENGENHEIROS FLORESTAIS ASSOCIADOS A SUA DISPOSIÇÃO

O trabalho da empresa pode ser solicitado pelo produtor que não sabe a quem vender a sua madeira e também por quem quer vender e sabendo fazer necessita vendê-la em pé, para isso ele precisa fazer o inventário da madeira: Alegando economia em não contrato de especialistas para este inventário, o prejuízo acaba sendo muito maior.

Uma importante observação é para aquele que quer entrar no ramo da madeira, e para que já entre sabendo as demandas necessárias e ao que vai se propor suprir: “O empresário que quer fazer o ramo acontecer não pode ir na conversa de amigo ou de compadre”, sintetizou Moreira.