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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

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JOÃO E MARIA: Magistério que une e apaixona
JOÃO E MARIA: Magistério que une e apaixona

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De Telêmaco, jovens professores são exemplos de docentes e tem noivado acompanhado par e passo pelos alunos e cupidos

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2017-10-15 às 02:43:57) O site Oberekando, pela linda história da vida real de Maria Paula Borba e João Victor Moura, ambos lecionando no Colégio Positivo e também no Don Bosco, faz homenagem a todos os professores: Aqueles que estão na ativa e os que já marcaram seu legado no coração de seus alunos, hoje cidadãos de bem, ou pelo menos, ensinados a isso!

João Victor é professor de Química e Ciências, e tem 33 anos. Maria, 25, com Sociologia e História. Um detalhe é que ela seguiu os passos da mãe, Malvina Borba: Uma brilhante docente.

“É um prazer contar um pouquinho de nossa história, do que a gente tem vivido, e não somente dentro de nossa profissão, mas também do nosso relacionamento, hoje já noivado”, disse Moura.

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Ele comentou o fato dos alunos saberem, que mesmo sendo vistos como bonzinhos, de seus temperamentos fortes, de serem líderes naquilo que fazem ou que se propõem a tal, e ao que lhes é dado como trabalho e oficio, encarando isso com muita alegria. “Nas diferenças nos completamos e somos extremamente felizes”. Adjetivada como presente de Deus na vida dele e por ele, assim define a futura sogra, mãe da professora Maria Paula: “Me acolhe aqui na casa como filho mesmo! Nós somos extremamente felizes!”. Um ponto de suma importância citado por ambos é que se há alguma discordância não deixam para o dia seguinte, mas sim no máximo algumas horas. “A gente resolve e já vira motivo de riso, em não acreditar que se brigou por isso”, explicou Maria.

 

A PROFISSÃO

“Desde pequena eu nunca me vi em outra profissão”, explicou a jovem, mas amadíssima por alunos e comunidade docente, Maria Paula, visto o espelho em seu lar, através de sua mãe: “Talvez por ver minha mãe, ela justamente trabalhando com tanta alegria e fazendo o que faz com tanta vontade, e mesmo na adversidade da escola pública”, sem perder o foco e dando muito mais que ser professora de História, quando esses alunos precisavam de carinho e atenção, “e de um zelo muito maior, e minha mãe nunca se privou de dar isso às crianças!”. Ao crescer tendo a mãe se dedicando ao máximo naquilo que ela poderia fazer, diante disso viu que não haveria outra profissão em que ela se realizasse tanto, como a de professor.

João Victor, sempre tão querido, mas teve uma época atípica em sua vida: Durante a existência da AVTB – Associação de Vôlei de Telêmaco Borba – ele além de ter seus alunos atletas, era o grande suporte desses, que acabou, em seu coração, adotando-os como filhos. Hoje em Londrina a base da equipe, a distância não separa esse elo, que se construiu forte.

 

PRIMEIRA PROFESSORA

MARIA PAULA: Sem recordar o nome, disse que foi quando estudava na Querido Pônei que já não existe mais. Ela tinha dois anos de idade. Inclusive sua irmã, Veridiana, dividia com essa outra professora, o comando da sala. Hoje ainda, a sua primeira professora que lembra o nome  – Juliana -, também comenta as fotos dela com João Victor, inclusive em rede social. Foi da Paroquial, quando ela tinha cinco anos.

JOÃO VICTOR: Professora Mari Carmem, no Pré, que hoje atua com decorações e eventos em Telêmaco e é madrinha do irmão dele. Para alegrar o coração desse jornalista, ele lembrou que quando tinha oito anos, e na segunda série, Edivane Oberek, irmã desse que aqui escreve, foi sua professora. João falou da professora Kátia, e disse das muitas que o marcaram. Farmacêutico de formação e que agora está fazendo Licenciatura, com Pós-graduação para complementações, afirma, convicto: “Mas a profissão foi colocada dentro do coração, justamente por amor aos alunos e esse envolvimento que a gente tem!”.

 

O NAMORO

Um dos namoros mais comentados e com torcida de uma cidade inteira quando se vê em rede social, alunos, pais dos mesmos e uma série de pessoas felizes por ver a realização de ambos.

O início, conforme eles, foi nascendo quando no dia da criança do ano passado, após atividade no Colégio Positivo; onde ambos trabalham, a professora Maria Paula encostou sua cabeça sobre o ombro de João, pelo cansaço até mesmo de uma tarde de muito trabalho. Isso foi visto pelos alunos do sexto ano, hoje no sétimo, e daí começou!!

E essa brincadeira carinhosa entre os alunos de que havia ali uma paquera foi se estendendo e passou também para o Don Bosco, onde a dupla leciona. Ela via impossível algo realmente sério, porque tinha em João, não somente um oposto em sua linha de pensamento, mas acima de tudo, como uma linda amizade ali surgida. No entanto, ao ir para suas férias de final de ano, viu que ele a marcava em todas as suas postagens em rede social. Eis a questão... “Será que eu estou me apaixonando? ”..., pensou ela!!!

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Os alunos, claro, cupidos de primeira linha, ela deduz que tiveram uma mãozinha onde um tirou o nome do outro na lembrança de Páscoa. A professora também acha que houve um complô (no melhor sentido da palavra, e jamais pejorativo) do Terceirão na festa junina... : Até fica fácil imaginar quem foi o casal escolhido para noivos juninos!!!

Com bom humor, ambos, João Victor brincou que ela passou o script aos alunos. Note bem: Fazia parte do casamento caipira, um selinho! Na festa junina do Don Bosco, com ambos apresentadores, nascia uma razão a mais para o estreitamento, mas o professor João comentou o cuidado e as ponderações: Eram já super amigos e dão aulas nos mesmos locais e se veem o dia todo, e vai que não desse certo!

Para enfim, se iniciar, mais uma vez a mãozinha das meninas da AVTB, que os convidaram para um jantar. Ai final, e sempre que ela vinha embora, atletas os acompanhavam até a casa, mas dessa feita, ela percebeu algo diferente... e cadê eles??? Bons cupidos, não vieram, e eis que o universo também conspirou para o primeiro beijo no dia 1ª de julho, que marcou o início do namoro!

 

RELIGIOSIDADE

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Conhecidamente, o professor João tem toda uma convivência no Leão de Judá (RCC) e hoje é bonito ver o casal participando juntos nas atividades da igreja.

A professora, no entanto, se recordou que na época de sua faculdade e por fazer tanto História como Sociologia, entre 2013 à 16, acabou por se tornar bastante cética naquilo que era totalmente crente a até então coroinha quando criança, depois catequista, e componente da equipe de Liturgia por muitos anos. Com o relacionamento, ela falou que João sempre fez questão de tão somente a avisar que estava indo às atividades católicas, cuidando-se para não forçar a barra. No entanto, ele a ajudou a retornar, e hoje é ela quem pergunta a ele em que missa ou outra atividade eles vão.

 

IDEOLOGIA DE GÊNERO

O Oberekando não poderia nesse momento em que o tema é tão discutido, furtar-se em ter a opinião de dois compromissados profissionais da Educação, neste viés.

Ela reconhece que os conceitos são opostos nesta seara, entre ambos, mas mesmo com essa opinião distinta, o que sempre prevaleceu foi o respeito. Ao ver de Maria, essa temática nunca fora discutida antes, como atualmente, até mesmo por não se ter conhecimento como há hoje: “Esta discussão que está sendo trazida para a sala de aula hoje tem que ser feita com muito cuidado, mas com muito cuidado!”, acrescentando que as pessoas que forem falar disso tem que ter embasamento científico, sociológico e conhecimento da temática. Esse cuidado é necessário para que não haja nem confusão e nem preconceito, e sim respeito com todas as crianças.

João Victor comunga com a noiva na questão de cuidado absoluto para tratar o tema, e fez questão de lembrar que nesse bate-papo são somente duas opiniões (João Victor e Maria Paula), diferentes da sala de aula, que são as mais diversas. Permeando a polêmica das questões que envolveram o kit gay, é absolutamente contra, no entanto, “se existe alguma criança em sala de aula que tem citações envolvendo a sua sexualidade, eu não posso de maneira alguma julgar a ela”.

 

CONSCIÊNCIA CIDADÃ

Uma das marcas da professora Maria Paula é seu empenho na formação de seus alunos, com uma concepção de cidadania. Ela que em época de cursinho e depois universidade teve premente atuação estudantil, e movida também pela área de formação que escolheu, cobra dos alunos essa interação com o universo em que estão vivendo e dele fazendo parte, e a importância de não se calar diante das injustiças.

A professora, sendo espelho, bem como o professor João Victor, percebe que alunos são estimulados com seu carinho e compromissos com a formação sentidos nos mestres, a seguirem a mesma profissão-vocação deles. Maria vê isso como uma grande responsabilidade e ele emenda: “Mas muito prazerosa, e que faz bem”.