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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


TBORBENSE TRABALHA EM ESCOLA COM NOME DE SEU PAI
TBORBENSE TRABALHA EM ESCOLA COM NOME DE SEU PAI

Tereza é filha de Gregório Teixeira, patrono do Colégio na Área 3 e que no dia 23 próximo, completa 25 anos de sua morte

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04-07-2015 às 14:24:22) Que tal trabalhar na escola que tem o nome de alguém da sua família? E o que dizer se o homenageado for, ninguém menos que seu pai? Esse é o caso da cozinheira do Colégio Estadual Gregório Teixeira, na Área 3, em Telêmaco Borba.

Tereza Divina Teixeira, que nasceu em 21 de maio de 1961, e tem portanto, 54 anos, tem interessantes histórias. Seu pai não foi comendador, capitão, pessoa da mídia: ele teve sim, o maior tesouro que uma pessoa possa ter tido: honestidade e o carinho e respeito da comunidade onde morava, e foi um dos pioneiros.

Tereza lembra que seu pai, residente na Colônia Dantas em Curiúva, mudou-se para Telêmaco, e direto para a Área 3: isso entre 80 a 81, e num terreno que hoje ladeia a instituição. Onde exatamente é o colégio, seu pai, Gregório, ganhou do proprietário a autorização para cultivar uma horta: Mandioca, milho e batata-doce eram os produtos que o esforçado senhor colhia.

ESCOLA NA ÁREA 3

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A escola hoje

A Escola Gonçalves Ledo, onde Tereza já trabalhava anteriormente, era dividida do atual bairro pela fábrica de Alberto Castro e era possível fazer atalhos para se chegar ao trabalho. Um adicional de cerca de 20 crianças todos os dias deixadas sob sua confiança, acompanhava-a de seu bairro até a escola. Eles não contavam, porém, que com o tempo surgiria uma dificuldade, proporcionada pelo desenvolvimento. A chegada do aeroporto os fazia caminhar dobradamente até quase que na beira da rodovia no caminho para a Ledo. Não era possível mais cortar-se por atalho. Esse ponto foi crucial para que se construísse uma nova escola, ou a escola que tiraria essa “via cruzes” das crianças! Veio ai à decisão pela Escola Castelo Branco.

FATOS PITORESCOS

Outros dois fatos não saem da memória da filha de Gregório Teixeira. O primeiro que quando se abriu a escola, eram 50 alunos em uma sala de primeiro ano, e mais 45 na multi-seriada. Como as instalações eram pequenas, ela lembra que isso atrapalhava os estudantes, porque uma das salas foi dividida com armários e funcionava ali a cozinha. Era ela que tinha que causar ruídos pelo lanche a ser preparado, mas o mais penoso para as crianças e o que mostra que ela tem vocação culinária: Quem disse que os pequenos estudantes conseguiam se concentrar, com aquele temperinho do melhor lanche se fundindo no “BEABÁ”!!. Foi dessa forma que Auristela Feitosa, na época secretária de Educação municipal, pediu se por seis meses não tinha como a merendeira ceder sua casa para que o lanche lá fosse feito: Os seis meses se estenderam à dois anos!

O segundo fato era da dificuldade em se cozer o lanche, porque não se tinha água encanada no bairro. Recorrer-se a uma mina d´água foi a melhor solução. Como a água de lá recolhida ia pra uma caixa d´água para se ter uma reserva, eis que uma premeditação se pudera imaginar não ser a melhor combinação: Caixa d´água meio que exposta e crianças e adolescentes era uma combinação desastrosa: Quando chegava, eis a surpresa de Tereza ao por vezes encontrar cigarro, grampo e moeda jogados na água. Obvio que era feita limpeza no local e a água imediatamente descartada para lavar-se a escola.

Diferente e até estranho para Tereza no inicio, eram os momentos de entregas à escola, aonde chegavam às pessoas, seja de entrega material escolar, como merenda, ou com correspondências e logo falavam: “É para o Gregório Teixeira!”. Confessou ela: Era muito estranho se falar de meu pai e ele já não estar entre nós! Eu levava um choque, mas hoje, sinto orgulho e agradeço por essa homenagem!”. Além da convivência da filha, netos e bisnetos do patrono estudam na escola daquele, que foi, é e sempre será, o alicerce de uma bonita e justa família.

A DECISÃO PELO NOME DA ESCOLA E UM FATO QUE POSSA TER INFLUENCIADO

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Logo que se decidiu pelo ensino ginasial na apenas até então Escola Municipal Castelo Branco, veio a hora da escolha pelo nome que seria dado ao então Colégio Estadual Gregório Teixeira.  A filha do homenageado lembra nitidamente que foi feita uma reunião e colocadas três opções a serem votadas. Como era recente a morte de Ayrton Senna, está foi uma delas, mas obteve 4 votos. São Sebastião que é o padroeiro do bairro, 10 votos, e o pai dela, para a surpresa e alegria dos familiares, 94 votos.

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Um fato, imagina ela; também pode ter sido preponderante para a escolha. O pai de quatorze filhos, dos quais sete se criaram, e este que nasceu em 13 de fevereiro de 1915 e faleceu em 23 de julho de 1990, fora avisado somente uma semana antes de que o terreno seria terraplenado por tratores para a construção da escola. Como não foi possível se colher tudo o que se havia plantado, causou consternação nos moradores ver certa tristeza de Teixeira quando máquinas iam arrancando suas plantações que estavam escondidas e intactas, ainda debaixo da terra. Ele não conseguiu, mesmo que caladamente, esconder sua emoção. Isso pode ter sido lembrado pelos moradores na hora da votação. Disse Tereza com carinho: “Meu pai era muito honesto, e ele preferia perder às vezes em negócios, que criar confusão”.

O patrono da escola em que é diretor o professor Altair Jorge Pereira, terá no dia 23 próximo, a lembrança dos 25 anos de sua morte. Uma certeza a sua filha tem: Como ele era muito generoso, pode até ter sentido falta da horta que cultivava, mas maior foi a alegria dele em saber que se construindo a escola Castelo Branco, as crianças não mais precisariam fazer a longa jornada para se chegar à Gonçalves Ledo.