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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Tiro de Guerra TB lembra o dia da Família Militar
Tiro de Guerra TB lembra o dia da Família Militar

No Centro Comunitário do BNH, almoço reuniu familiares dos atiradores

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2016-09-28 às 07:55:59) No dia 25 de setembro o Tiro de Guerra 05-021 de Telêmaco Borba comemorou o Dia da Família Militar com um almoço para os familiares dos atiradores incorporados este ano.

O dia da Família Militar foi instituído esse ano pelo Exército Brasileiro, cujas bases se firmam solidamente em pressupostos de honra e carácter, ao lado da hierarquia, da disciplina e da camaradagem. O Exército entende que uma concreta base familiar é condição essencial na consolidação de traços positivos de comportamentos socialmente benéficos.

Para personificar e reforçar esses valores, o Exército Brasileiro, por intermédio da Portaria do Comandante do Exército nº 650, de 10 de junho de 2016, instituiu como Patrona da Família Militar a Senhora Rosa Maria Paulina da Fonseca. A matriarca Rosa da Fonseca, teve um importante papel na formação cívica da sua família.

Dona Rosa da Fonseca, nasceu em 18 de setembro de 1802, na então Cidade de Alagoas, capital da Província de mesmo nome, atual município de Marechal Deodoro. Em 1824, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, casou-se com o major do Exército Imperial Manoel Mendes da Fonseca, valoroso militar e grande monarquista. Mulher de personalidade forte, sempre o apoiou em suas resoluções, acompanhando-o até seu falecimento, já reformado no posto de Tenente-Coronel, em 24 de agosto de 1859. Dessa união, nasceram dez filhos, sendo duas mulheres, Emília Rosa e Amélia Rosa, e oito varões, Hermes Ernesto, Severiano Martins, Manuel Deodoro, Pedro Paulino, Hyppólito, João Severiano e Afonso Aurélio. Estes, abraçaram a carreira das Armas, ocupando posições de destaque na vida militar, na Política e na Administração Pública brasileira.

Quando eclodiu a Guerra da Tríplice Aliança, sete de seus filhos seguiram para os campos de batalha. Permaneceu junto a ela seu filho Pedro Paulino, Tenente reformado do Exército, literato e estatístico, futuro governador de Alagoas e senador federal por esse Estado. Na cruenta Batalha de Curuzu, entre 1º e 3 de setembro de 1866, tomba em combate seu filho mais jovem, Afonso Aurélio, aos 21 anos de idade, Alferes do 34º Batalhão de Voluntários da Pátria, atingido quando galgava as muralhas daquela fortificação. Poucos dias depois, em 22 de setembro de 1866, durante a sangrenta Batalha de Curupaity, outro de seus filhos, o Capitão de Infantaria Hyppólito, perde a vida heroicamente. Em 6 de dezembro de 1868, na célebre Batalha de Itororó, as "Termópilas paraguaias", a primeira das batalhas da "Dezembrada", outro de seus filhos sucumbe ante o fogo inimigo, o Major de Infantaria Eduardo Emiliano. Nessa mesma Batalha, dois outros filhos, Hermes e Deodoro, foram gravemente feridos, sendo que este último recebera três ferimentos por tiros de fuzil.

Conta-se que, durante as comemorações pela vitória em Itororó, ao ser informada da morte de Eduardo e da situação de Hermes e Deodoro, teria dito: "Sei o que houve, talvez até Deodoro esteja morto. Mas hoje é dia de gala pela vitória; amanhã, chorarei a morte deles". Depois, recolheu-se a seus aposentos, onde chorou por três dias o destino de seus filhos.

Rosa Maria Paulina da Fonseca, a "Mãe dos Sete Macabeus" faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de julho de 1873, aos 70 anos de idade. Dentre seus filhos que regressaram vivos da Guerra da Tríplice Aliança, destacaram-se especialmente o Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, Proclamador da República, Chefe do Governo Provisório e Primeiro Presidente Constitucional da República dos Estados Unidos do Brasil, e o eminente médico militar, General-de-Brigada João Severiano Da Fonseca, instituído, em 1962, Patrono do Serviço de Saúde do Exército Brasileiro. Seu neto, o Marechal Hermes Rodrigues Da Fonseca, filho de Hermes Ernesto, foi o 8º Presidente da República, exercendo seu mandato entre 1910 e 1914.

Durante o evento, o Chefe de Instrução do Tiro de Guerra, o subtenente Roni da Silva Mariano, fez uma breve explanação sobre o legado de Rosa da Fonseca para os familiares presentes e ainda reforçou a importância da família na formação do jovem. Fez uso da palavra também o 1º sargento Marcelo, instrutor do Tiro de Guerra, e o Pastor Eliseu Gonçalves, pai do atirador Henrique, também incorporado este ano, que abençoou a todas as famílias presentes falando sobre a importância de Deus na família.

O sucesso do evento só foi possível pelo apoio da Associação de Moradores do BNH, o qual cedeu suas instalações para a realização do almoço.

 

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