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WAGNER OLIVEIRA: SOCOMIN DARÁ UM PADRE Ŕ IGREJA
WAGNER OLIVEIRA: SOCOMIN DARÁ UM PADRE Ŕ IGREJA

Diocesano, ele terá na sequência de sua ordenação diaconal, a ordenação sacerdotal e primeira missa

 

2017-01-31 às 17:19:07) Se já nasceu em meio à festa de fim de ano, no dia 28 de dezembro de 1990, será esse mesmo sentimento, mas espiritual, que o seminarista Wagner Oliveira da Silva trará à comunidade Nossa Senhora Aparecida, no Socomin, na sequência de datas que culminará com sua primeira missa a ser celebrada no bairro de onde ele é, no dia 31 de julho deste ano. Um dia antes, a ordenação, na Matriz Nossa Senhora de Fátima (15 horas), e antes ainda mais, em 23 de abril, juntamente com outros cinco seminaristas, sua ordenação diaconal na Catedral de Ponta Grossa. 

Coroinha e leitor das missas no Socomin, foi acompanhado na entrevista pelo casal Zeni de Jesus Guimarães e David Miranda Guimarães. Ela, atual coordenadora da comunidade, e o esposo, assim também já fora. 

Sua caminhada no Seminário iniciou-se no dia 07 de fevereiro de 2005, e com os Redentoristas, em Ponta Grossa. Retornou fazer Ensino Médio em Telêmaco e em 2008, deu continuidade a sua jornada vocacional, entrando no Seminário Diocesano em Carambeí: foram um ano de Propedêutico, três de Filosofia, quatro de Teologia e mais um ano de estágio pastoral em Piraí do Sul.

Este ano ele passa junto à comunidade, o que é uma recomendação, explicou, do bispo D. Sérgio, que vê isso de suma importância. Wagner está ao lado do pároco da Paróquia São Pedro e São Paulo, padre Silvio Mocelin: “Ele tem 55 anos de sacerdócio. Como padre vou conviver com ele e isso é uma graça de Deus”, lembrando-se também do diácono António.

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Dona Zeni disse sentir-se emocionada: “Dentro de minha família eu não tive um filho padre, mas hoje dentro da comunidade em tenho um que vem a ser quase meu filho, que a gente viu crescer”. Tendo ele como também filho da comunidade, mediu o carinho dela citando que se já é uma alegria ter um padre de Telêmaco, imagina então ele sendo do bairro. Ele passou sua vida e onde residem hoje seus familiares, na Rua João Siqueira Filho.

Seu David, como é por todos carinhosamente chamado, lembrou que para a Comunidade NSra. Aparecida, ter um padre, muito brevemente, será uma alegria, especialmente nesse tempo em que faltam jovens que se propõem à vida sacerdotal. “A gente conheceu ele desde criança e rapazinho. Toda vida participando aqui. Ele deu catequese!”.

Um fato que também foi lembrado por Wagner é da alegria dele ser ordenado, justamente no ano em que Zeni e David completam 50 anos de vida matrimonial.

 

O CHAMADO

O seminarista vê que seu chamado surgiu desde os seis anos de idade. Toda criança quer ser médico, professor e outras profissões, mas sendo de uma família humilde, no entanto, bastante católica, após ter tido um sonho nessa idade de que estava celebrando uma missa, não teve dúvidas e ao acordar disse à sua mãe do que queria ser. “Minha mãe sempre conta que depois de sair do hospital, o primeiro lugar a que me levou foi à igreja”. Desde quando aos 10 anos, conseguiu um contato de um seminário, esse propósito se fortaleceu ainda mais.

Das situações típicas de uma criança, unindo-se a sua disposição de servir na igreja, lembra que participou da primeira reunião da equipe de coroinhas em um dia e logo no outro, mesmo sem ainda ter experiência de como exercer, foi escalado. Na hora do abraço da paz, saiu até o corredor fazer saudações, e quando voltou, não se recordando o que deveria fazer na sequência, foi até o altar (no lugar onde o padre estaria) e perguntou para sua mãe que estava sentada nos bancos como os demais paroquianos, o que ele deveria fazer. “Lembro que minha mãe quase morreu de vergonha”. Já, querendo ser padre, gostava de celebrar missas em casa, e seu público eram seus irmãos. Saia da missa e levava o folheto. Pegava roupas dos pais e até sermão fazia.

Falando da importância de sua família, agradece a seus pais e irmãos, vendo-os como grande alicerce. “Nunca me obrigaram a ficar ou sair do seminário. Foram eles, com os pequenos gestos de cada dia, que me ensinaram os verdadeiros caminhos da fé”.

 

PERSEVERANÇA

Wagner incentivou aos jovens e crianças, que sentem também ter um chamado, que perseverem. Se colocou à disposição para com eles dialogar, na Paróquia São Pedro e São Paulo. Dos desafios que enfrentam as crianças, por vezes, de colegas, ao expressarem o desejo de ser padre, ele bem conhece. Voltou sua lembrança à escola, onde algumas vezes, como deboche, pessoas se ajoelhavam e falavam ‘Bença Padre’. “Diz a palavra que quando nós oferecemos nossa vida nós recebemos cem vezes mais, em perseguições”. O seminarista lembra que era tímido, mas Deus mudou isso. Também se recordou de um padre, que sendo casado e tendo viuvado, foi ordenado aos 77 anos. “Ele já é falecido, mas viveu por anos, seu ministério”.

Assista na íntegra, a entrevista onde Dona Zeni fala também sobre a construção da nova capela, que depende de sua ajuda e está sendo erguida com a força da comunidade.

 

 

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